quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Equação do amor próprio

                       
     O que é pior, um “amor” de alguém que não te queres ou a ausência do próprio amor.
     Às vezes nos colocamos em posição de injustiçados e mal amados, mas não enxergamos o que está bem claro, o amor de outrem em relação a nós mesmos se dá na mesma proporção que nos amamos. Não podemos exigir mais do que o outro está nos dando enquanto não exigimos mais do que estamos dando a nós mesmos.
      É quase a 2º Lei de Newton (ação e reação), só não existe fórmula ainda porque ainda não existem termos da equação definidos. Ainda é abstrato o que se sente, portanto o resultado será igualmente abstrato, mas mesmo que ainda esteja no campo das emoções, e o resultado ainda seja intensamente recebido com todos os nossos sentidos, podemos fazer comparações, análises e extrairmos delas o que realmente vale à pena.
      E finalmente, com o resultado positivo, as partes da equação deverão todas, independente da natureza delas, beneficiarem o objeto mais importante da questão, você! 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Talvez os pacientes saibam mais sobre os psiquiatras e sobre os psicólogos do que o contrário, pois a posição que o profissional ainda ocupa no mundo do teatro social eles já am ocuparam,enquanto que o inverso não é verdadeiro..."Dymphne- A Santa Protetora dos Loucos (Ezio Flavio Bazzo)

Lágimas de saudade

"...A melancolia em sua substância mais íntima é nostalgia do amor..." Romano Guardini

   E acrescento, às vezes o que se chora não é só tristeza, mas saudade. Mesmo do que ainda não se sentiu.

Insaciada

     Te ver e não poder te tocar...
     Te tocar  e não poder te beijar é
     como morrer de sede em frente ao mar...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A mudança que não se dá

   Tire o pé do freio, mas tire o carro da curva.
   Pare com os 360º, não adianta continuar se movimentando se o percurso ainda for o mesmo e cíclico.
   A inércia também se dá em movimento.
  

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Perdoe-se!

 Não deixe o perdão pra mais tarde, como diz uma poetiza em situação atual de roqueira, "o amanhã pode nem chegar".
 Não deixe a mágoa tomar todo o seu tempo, ele é precioso. E não relembre o acontecido com tanta freqüência, porque as feridas ainda estão abertas e assim correm o risco de sentirem falta de plaquetas. Desta forma ela continua aberta, mas o tempo continua passando e com ele não tem como competir. É um jogo que já entramos perdendo se quisermos ultrapassá-lo.
 Vitimize-se menos, olhe, veja e enxergue mais. Escute, preste mais atenção e fale menos porque da próxima vez terá menos chance de errar no mesmo ponto. E se errar, não queixe-se, trate o erro com superioridade, você é maior que ele, não é?
  Seja seu próprio terapeuta, mas sem bengalas, sem próteses. Confronte-se, mas não coloque vendas, nem maquiagens, nem tire os óculos. Tenha coragem pra se auto-criticar e ouvir as críticas, mas não deixe de ser a mudança que quer ver no outro.
  Entregue-se, peça perdão com humildade e olhos verdadeiros, e se for você quem vai ouvir o pedido, aprenda com a humildade alheia e perdoe sem esperanças, sem expectativas de muitas mudanças, porque ele, assim como você, também está no mesmo planeta, o que significa que os erros são quase uma constante sem muitas pausas. Mas antes disso tudo, perdoe-se, porque quem não consegue se perdoar dificilmente será perdoado por alguém.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

  Se uma pedra parecer um iminente tropeço, não pense duas vezes em ultrapassá-la, porque se não fizer, ela o fará.
                                                                             Vanessa Martins

segunda-feira, 4 de abril de 2011

"Feliz é aquele que ao nascer chora enquanto todos riem e que ao morrer ri enquanto todos choram"     
                                                                                                                                         Confúcio

domingo, 3 de abril de 2011

A partida e o amor que fica

     Hoje estava conversando com minha amiga Paulline, e ela estava comentando sobre a morte do cachorro da sua amiga Jú, falava de como nos apegamos aos bichinhos, aos outros. E eu logo perguntei a idade que ele tinha. Parei, me observei e comecei a escrever este parágrafo, que espero que vire um texto interessante.
     Sempre perguntamos a idade que alguém tinha quando morreu. Como se isso fosse amenizar ou piorar o sofrimento. Como se os parâmetros de cedo ou tarde fizesse alguma diferença, mesmo que psicológica ou ilusória.
     Talvez não estejam entendendo muito bem o que quero dizer, mas a questão que estou tentando apontar é para o que valeu a pena. Tendo sido um dia, um mês ou um século de vida, não vai fazer diferença. O que fará e que deve fazer é o tamanho da marca que foi deixada no seu coração neste tempo.
      Ninguém passa despercebido por alguém, seja um “bom dia”, um “boa noite”, uma missa, uma semana no acampamento, um curso superior inteiro juntos, ou mesmo um casamento. Todos somos o resultado de milhares de convivências ao longo da vida, somos nós e mais o outro. Nem que seja somente a conseqüência da atitude alheia.
      Então, à Jú, e a todos nós que vivemos pelos encontros, desencontros, estadas, estadias, permanências e partidas de quem amamos, choremos, mas de saudade e não por qualquer outro motivo. E por mais clichê que pareça, e é, (mas às vezes precisamos deles), choremos alegres porque a cada partida fica a lembrança do amor que sustentava e te sustentará diante da falta.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ilusão ou realidade

     Acabo de assistir ao “Você vai conhecer o homem dos seus sonhos”Woody Allen, dica do meu amigo Sergio. Bom! Recomendo, mas não venho fazer nenhuma resenha ou crítica, apenas levantar uma questão presente no filme. A ilusão.
     Há um personagem que troca seus psicoterapeutas e analistas por uma vidente. E que durante todo o filme lhe enche de esperanças. E ninguém sabe nem busca saber se essa nova terapeuta é uma fraude ou não, principalmente a filha, porque para ela o que mais importa são os resultados, e sendo realmente uma fraude ou não, a alternativa está fazendo mais efeito que os remédios que sua mãe tomava anteriormente.
      A questão é, até que ponto essa ilusão vale a pena? A mentira que traz benefícios, mesmo que seja enganar a si mesmo, ou realmente acreditar que seja verdade, como no caso dessa personagem. É a ilusão que traz a felicidade tão almejada e procurada em diversas terapias e drogas.
      Talvez essa ilusão seja relativa, talvez todos os nossos conceitos e paradigmas também sejam. A ilusão é realmente algo perigoso? E o que é exatamente? Algumas das definições:

1. crença ou idéia falsa; 2. erro de apreciação; 3. erro de percepção, que consiste em fazer uma interpretação visual dos fatos que não coincide com a realidade; 4. fraude; logro.
  
      E quando essas ilusões se tornam realidade, o que passa a ser uma fraude não é a própria ilusão caindo por terra? Então, meus amigos não é somente a felicidade que é relativa, nem a protagonista deste texto. Mas tudo passa a ser relativo uma vez que não podemos afirmar verdades absolutas quando estamos diante do abstrato.
      Os julgamentos e pré-conceitos devem ser revistos. Não que eu concorde que uma mentira contada dez vezes vire verdade, nem que a ilusão vale mais que uma realidade amarga, mas os nossos julgamentos não merecem aparecer pra estragarem “felicidades”. Eles são muito menores diante do bem que deixaria de existir. Então, façamos nossa análise e usemos unicamente em nossas próprias vidas.