sábado, 26 de maio de 2012

Os céus comemoram


         “Os bons morrem jovens, assim parece ser quando me lembro de você. Lembro das tardes que passamos juntos, não é sempre, mas eu sei que você está bem agora, só que neste ano o verão acabou cedo demais...” Renato Russo

         O Renato escreveu essa música provavelmente pensando nos bons amigos ou entes que foram jovens. Apesar de amar Legião Urbana, tenho que discordar do meu amigo, os bons vão antes, vão depois, vão cedo e vão tarde. O céu os requisita o tempo todo. Se ficarem todos os bons por aqui, quem serão os ajudantes dos anjos? Faltará mão-de-obra, e acho que também fica meio fora de contexto levar um irmãozinho ainda um pouco equivocado pra ajudar no bem.
          Hoje faz exatamente um mês que alguém muito querido por TODOS (todos mesmo), foi chamado para a trupi dos novos ajudantes. Alguns reclamam dos pais que têm, outros reclamam porque não têm, e uns passam a vida inteira preocupados com os laços consanguíneos e não percebem que a verdadeira família é a feita de amor, seja o mesmo sangue correndo nas veias ou qualquer outro que esteja alimentando um coração.
          Talvez a melancolia tenha me atacado hoje, mas não vou deixar que se estenda mais do que o tempo que durará este texto. O invólucro carnal não acaba com o que existe dentro, tentei te dizer isso algumas vezes, de algumas formas, mas acho que agora entende melhor. Os laços construídos com amor são eternos.
          Gosto muito das palavras, mas hoje quase todas elas me somem... Fico com o que está dentro de mim e com um pedaço da minha primeira e última carta te escrevi antes de você fazer essa longa viagem, e acho que as palavras ainda estão totalmente dentro do contexto. Tomarei a liberdade de repeti-las: “Temos todos a centelha divina em potencial, não seremos Deuses, porque só existe um criador, mas seremos todos anjos, e particularmente, acho que é um estímulo e tanto diante das provas....E quando ficar triste, pense no presente recebido e agradeça com a perseverança e a fé. Esta transporta montanhas, mas somente o amor transforma almas. Finalizo desejando e oferecendo todo o amor que me cabe, e agradecendo é claro, por tudo”.
          Fique em paz, meu tio, meu pai,
                         da sua filha de alma,
                                        Vanessa Martins

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma manhã e um orfanato

          Existe algo mais belo que o amor de uma criatura tão pequena? Pequena na estatura, mas imensa na bagagem que traz, no amor e na essência que a acompanha ao longo das existências.
       Mesmo as criaturas mais duras e desajeitadas não conseguem permanecer na sua "firmeza" de conceitos e pré-concepções antigas diante de uma criança cheia de amor pra dar.
            Correr, brincar e cair. Voltar à inocência da infância por um dia pode ser um dos "milagres" mais antigos e potentes pra quebrar as antigas barreiras da seriedade que tanto turvam a visão de um mundo tão belo.
           Tudo precisa apenas de um pontapé, um ponto de partida inicial, e esse início pode ser apenas um olhar brilhante e um sorriso com poucos dentes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O tempo, o outro e a conveniência

   "...o homem vive reclamando que não tem tempo, mas vive como se tivesse todo o tempo do mundo..."
    É mais ou menos isso que li esses dias. Frase pra refletir com carinho, não é? Talvez o problema não seja a falta de tempo, mas o que viemos fazendo com o tempo que temos. 
  O ponto de partida deveria ser o estabelecimento de prioridades, o problema é que anda tudo meio trocado. Valores trocados! Andamos sempre pregando o anti-materialismo quando estamos nos preocupando em primeiro lugar com a matéria básica e essencial para vivermos na Terra (dinheiro). Nada contra, mas a problemática se instala quando ela não é somente o pontapé inicial, mas a questão central, final e eterna nas mentes de todos. 
   Deixamos as questões do espírito pra depois porque ainda não temos a matéria, e quando a conseguimos, continuamos deixando pra depois porque temos os problemas que vêm com ela, aí esperamos por resolvê-los, mas as resoluções e soluções se prolongam e não concluímos, porque neste momento resolvemos nos "espiritualizar". Aí ficamos calmos, assim como manda o Globo Repórter e a cartilha dos "naturebas" , e então, neste momento somos disciplinados. Não desesperamos porque tudo irá se encaminhar e a solução vai chegar, afinal de contas o STRESS é o mal do século, então, esperamos que a solução chegue no tempo dela, Deus sabe o que faz. Não é essa a desculpa que costumamos usar pra não sermos práticos e "materialistas" quando realmente temos que ser?
  É...talvez saibamos realmente do caminho certo, mas às vezes é conveniente não sabermos, não é? A praticidade característica do mundo material pode ser muito benéfica, mas a conveniência fala mais alto. Aquele trabalho voluntário tão planejado não é tão importante neste momento, não é mesmo? Mesmo porque, se fosse, todo o Universo se conspiraria pra fazê-lo acontecer, não deixaria que tantos problemas de rotina atrapalhassem-no, então não existe uma culpa em primeira pessoa. Só tem um detalhe, o livre-arbítrio ainda é lei, por mais contraditório que pareça. E já que gostamos tanto do conceito de que tudo é obra do destino, talvez a Física também não tenha sido o nosso maior trauma na escola por acaso, afinal de contas, já tem tanto tempo que Newton vem falando de uma tal de Ação e Reação.
    Resumindo, o tempo e a falta dele são relativos, a vontade e a falta dela, nem tanto!
              

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Vou de clichê

         Costumava dizer, “na dúvida, faça”, hoje em dia, acrescento, na dúvida, pense duas vezes (não mais que isso, afinal de contas não podemos perder tanto tempo com isso), pese os prós e contras e se não fizer mal a ninguém, faça.
         Costumava ler, “o mundo precisa de exemplos, não de opiniões”. Então, comece por você que tentarei começando por mim também.
         Costumava escutar “viva o presente, porque como o próprio nome diz...”, e esta frase, confesso, particularmente é a melhor. Claro que não devemos descartar o planejamento, nem vivermos o presente desenfreadamente, mas apenas aprender a vivê-lo no tempo certo.
         Acho que este é o ponto central, viver cada tempo no seu devido momento. Com a nostalgia de vez em quando, mas sem a melancolia, com o futuro agendado, mas sem furar fila e o presente carinhosamente desembrulhado.
         Decidi começar dos clichês hoje para não finalizar pouco original, porque quando essa originalidade se ausenta de início, ficamos com os velhos clichês que já conhecemos, daí, somos obrigados a repetir a lição, mas desta vez, com a obrigação do sucesso. Carpe Diem!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O aprendizado necessário

      Há tempos que não escrevo, mas venho ensaiando em atos e vivências os próximos textos.
     Falamos e ouvimos falar bastante sobre ajudar ao próximo, mas este não é somente um ato de solidariedade e compaixão para com os outros, mas principalmente e primeiramente para si mesmo. Cada dor e dificuldade que nos são apresentadas trazem entre tantas mudanças a de paradigmas que criamos ao longo da vida, a mudança dos conceitos formados sobre as coisas, um olhar profundo diante do fato e do que ele veio nos ensinar.
     Não nos enganemos e nos martirizemos diante dos problemas, todos eles são aprendizados. Afinal, não é este o objetivo da prova, verificar se aprendemos a lição? Então tomemos a Terra como escola imprescindível para o aprendizado, as dificuldades enfrentadas como provas necessárias, e nós, humildes alunos, em busca da aprovação para a próxima etapa.
     Respeitemos nosso tempo e os nossos sonhos, eles caminham juntos, mas cada um respeitando o espaço do outro. Façamos o mesmo com o amor e a dor, a alegria e a tristeza, a linha que os separam também é muito tênue, e são quase como co-existências interdependentes, portanto, os respeitemos, eles também têm uma razão para existir. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Equação do amor próprio

                       
     O que é pior, um “amor” de alguém que não te queres ou a ausência do próprio amor.
     Às vezes nos colocamos em posição de injustiçados e mal amados, mas não enxergamos o que está bem claro, o amor de outrem em relação a nós mesmos se dá na mesma proporção que nos amamos. Não podemos exigir mais do que o outro está nos dando enquanto não exigimos mais do que estamos dando a nós mesmos.
      É quase a 2º Lei de Newton (ação e reação), só não existe fórmula ainda porque ainda não existem termos da equação definidos. Ainda é abstrato o que se sente, portanto o resultado será igualmente abstrato, mas mesmo que ainda esteja no campo das emoções, e o resultado ainda seja intensamente recebido com todos os nossos sentidos, podemos fazer comparações, análises e extrairmos delas o que realmente vale à pena.
      E finalmente, com o resultado positivo, as partes da equação deverão todas, independente da natureza delas, beneficiarem o objeto mais importante da questão, você! 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Talvez os pacientes saibam mais sobre os psiquiatras e sobre os psicólogos do que o contrário, pois a posição que o profissional ainda ocupa no mundo do teatro social eles já am ocuparam,enquanto que o inverso não é verdadeiro..."Dymphne- A Santa Protetora dos Loucos (Ezio Flavio Bazzo)

Lágimas de saudade

"...A melancolia em sua substância mais íntima é nostalgia do amor..." Romano Guardini

   E acrescento, às vezes o que se chora não é só tristeza, mas saudade. Mesmo do que ainda não se sentiu.

Insaciada

     Te ver e não poder te tocar...
     Te tocar  e não poder te beijar é
     como morrer de sede em frente ao mar...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

A mudança que não se dá

   Tire o pé do freio, mas tire o carro da curva.
   Pare com os 360º, não adianta continuar se movimentando se o percurso ainda for o mesmo e cíclico.
   A inércia também se dá em movimento.